ENTRADAS

Qual é a diferença entre um single, um EP e um álbum?

RESUMO
Single
Um single é considerado 1-3 músicas cada uma com menos de 10 minutos de duração.
EPs
Um EP é considerado 1-3 músicas com uma música de pelo menos 10 minutos de duração e um tempo de execução total de 30 minutos ou menos.
Ou um EP é considerado 4-6 músicas com um tempo de execução total de 30 minutos ou menos.
Álbuns
Um álbum é considerado 6 ou mais músicas com mais de 30 minutos de duração.

Full Definiçao

Uma dúvida vem povoando minha mente como bloguer, Designere e apreciador de Musicas:  Qual o melhor formato para uma banda ou artista independente apresentar seu trabalho ao público pela primeira vez? Um álbum, um EP ou um single?
Durante décadas, antes da popularização do MP3 e dos downloads havia uma necessidade: para ouvir música era necessário pagar por uma edição de um trabalho. Via de regra, os artistas lançavam um disco pensado, nos melhores casos, como uma obra completa: a ordem das canções tinham alguma coerência e era pensado até mesmo no clima gerado pela música de abertura e encerramento de cada um dos lados. Era um processo refinado que exigia um certo bom gosto artístico. No início, existia a limitação dos pouco menos de 50 minutos do disco de vinil, que foram posteriormente expandidos para os 80 minutos do CD. Com os arquivos MP3, a limitação deixou de existir.
No exterior sempre funcionou muito bem a cultura do single, uma música lançada especifica e isoladamente. Normalmente, para complementar, alguma canção que não tivesse entrado no álbum ou alguma outra faixa com alguma relevância (como um cover ou uma versão acústica) eram incluídos no single como “B-Side”. No Brasil, apesar da certa popularidade dos compactos (discos de vinil de 7 polegadas), a cultura do single não vingou com o surgimento do CD.
Agora, com a internet como principal meio de divulgação e com o custo relativamente baixo para se gravar música em qualidade profissional, muitas bandas estão apostando nos EPs, trabalhos com poucas faixas que condensem o estilo e a qualidade da banda em questão.
Pois bem. Permanece a dúvida de que formato escolher.
Um EP é muito bacana pelo custo benefício. Gravar um álbum de 12 faixas demanda muito tempo, energia, dinheiro e dedicação, enquanto um EP vai, normalmente, custar de 20 a 40 % disso.  É uma idéia válida, mas que vai fazer com que a banda tenha pouco a mostrar e necessite, fatalmente, gravar um novo EP em, no máximo, um ano. Outra vantagem é que 4 EPs de 3 faixas significam 4 trabalhos, 4 capas, 4 lançamentos, 4 ações de marketing, etc. São quatro novidades para quem gosta da banda e isso, nos dias de hoje, vale mais do que uma novidade a cada dois anos, como acontecia com o álbum.
Um álbum,  já é uma obra completa. Existe ali muito mais dedicação, muito mais informação e muito mais arte. Através de um álbum full a banda expõe toda a sua identidade, sem cortes. Ainda é a melhor forma de decidir se você é ou não fã de uma banda. Não existe material a ser escondido e também inexiste o risco de ir ao show ou comprar merchandise da banda por causa de uma música genial enquanto as outras são fraquíssimas. Um álbum é sempre um trabalho mais sério e profissional. Demonstra que ali existe um artista de verdade que investiu muito naquele trabalho e que ali está o primeiro ítem de sua discografia. É a entrada oficial no mercado musical, status que um EP não traz. Sem falar que quando alguém gosta de um EP, fica ansioso por ouvir mais daquela banda, e isso pode ser positivo ou bem o contrário disso.
Ainda existem as bandas que vem apostando em lançar músicas de forma avulsa (singles). Isso é bacana porque consegue ainda mais as vantagens do EP. Porém, da mesma forma, consegue ainda mais as desvantagens do EP. A necessidade de reposição do material é enorme. Ninguém aguenta ficar ouvindo uma música apenas por muito tempo. Seria necessário uma rotina permanente de gravações para manter a atenção do público sobre a banda. É bem mais barato gravar uma, mas dá mais trabalho gravar uma por mês do que 4 a cada 4 meses ou 12 por ano. Outra vantagem é que é muito mais fácil um jornalista, crítico ou radialista ouvir seu trabalho quando recebe uma faixa do que as 4 do EP ou 12 do álbum full.
Album, EP ou Single?
Todos tem suas características muito próprias e a decisão soberana do artista deve ser ponderada e bem pensada.
Agora é com você.
PS: Fiz uma pequena lista de vantagens e desvantagens de cada formato. Espero que gostem.
ÁLBUM
Vantagens: Valor artístico, valor agregado, status, respeitabilidade, quantidade de músicas disponíveis.
Desvantagens: Alto custo, necessidade de boas canções que sustentem a audição de uma obra completa.
EP
Vantagens: Obra mais concisa, possibilidade de mostrar apenas as melhores faixas, baixo custo em comparação com o álbum.
Desvantagens: Obra se torna datada com mais facilidade, traz menos status que um álbum,  poucas faixas.
SINGLE
Vantagens: Maior facilidade para popularização do trabalho, escolha da canção mais forte, baixíssimo custo, sobram mais recursos para investir em outras ações.
Desvantagens: Necessidade urgente de uma nova gravação, saturação muito rápida, pode não refletir a identidade do artista.

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