Dealema - 96 Ao Infinito [Álbum]
"96 ao Infinito" é o regresso em grande dos Dealema, lançado exatamente no dia 13 de fevereiro de 2026 — bem na véspera do concerto de celebração dos 30 anos no Coliseu do Porto (que esgotou rapidinho). Treze anos depois de Alvorada da Alma (2013), o grupo do Porto (Expeão, Fuse, Guze, Maze e Mundo Segundo) volta com um álbum que é ao mesmo tempo uma homenagem ao ano de fundação (1996) e uma declaração de longevidade: "ao infinito" mesmo, sem data de validade.
O disco tem cerca de 10 faixas (confirmado em plataformas como Spotify, Apple Music e Genius), com uma tracklist que mistura intros introspectivas, bangers clássicos e feats pesados:
- De Luz Maior (intro curta, 1:28, já dá o tom luminoso e reflexivo)
- O Sangue
- Mensagem
- O Teu Momento (feat. Bezegol — um dos singles de avanço, com vibe mais emotiva)
- Língua Afiada
- Doutros Tempos
- Beijos e Balas (feat. Manel Cruz — dos Da Weasel, que traz um peso nostálgico e cru)
- Guerreiros Indomáveis (feat. Zacky Man)
- Hip Hop (feat. Ace)
- 96 ao Infinito (feat. David Cruz — faixa-título e single principal, com vídeo oficial no YouTube)
Sonoramente, o álbum equilibra o old school que os Dealema sempre carregaram (beats com alma, scratches, samples bem escolhidos) com toques mais contemporâneos, sem cair na moda passageira. É descrito como uma "reinvenção sem perder a essência": palavra afiada, letras que misturam reflexão social, pessoal e celebração da cultura hip-hop portuguesa. Tem aquela maturidade de quem já viu muita coisa, mas continua com fome e resistência — tipo "não temos cursos, mas somos psicólogos, sociólogos, jornalistas, filósofos", como eles mesmos dizem em entrevistas recentes.
O timing é perfeito: sai no auge das comemorações dos 30 anos, com singles já a rodar ("O Teu Momento", "Doutros Tempos", a faixa-título), e o concerto no Coliseu a servir de lançamento ao vivo. A crítica inicial (em sítios como Glam Magazine, Rimas e Batidas, Público/Ípsilon) destaca isso como "memória e futuro ao mesmo tempo", um testemunho de independência no rap luso.
Para quem curte o hip-hop português raiz, com flow portoense inconfundível e feats que respeitam a história, este é daqueles álbuns que se ouve do início ao fim sem skip. Já deste play? Qual faixa te pegou mais logo de cara? O sangue ferveu com "Beijos e Balas" ou foste mais para o lado emotivo de "O Teu Momento"? 🔥
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