Slim Boy, Emana Cheezy - Sozinha [Hip Hop]
Dupla Gelado De Mucua, Johnny Berry, Teo No Beat - Seduz [Hip Hop]
Flash MC ft Smith - O Sol a Lua e a Verdade (Prod. Nova Ka7 Studio) [Rap]
Johnny Bravoo feat Trovoada - Banda [Hip Hop]
Hyro x Freak Son x Nikotina KF x 16 Cenas - Vingança (Remix) [Rap]
Djick Rock Feat. Good Boy - R.I.P Mastoni [Hip Hop]
A nova música "R.I.P Mastoni", de Djick Rock com a participação de Good Boy, é uma homenagem carregada de emoção e respeito à memória do rapper MC Mastoni, que perdeu a vida recentemente num trágico acidente de viação quando regressava de um espetáculo em Mafambisse, na província de Sofala. Conhecido por representar a cidade da Beira e por utilizar o rap como ferramenta de reflexão social, Djick Rock transforma a dor da perda em versos sinceros, recordando não apenas o artista, mas também o amigo e o jovem talento que ainda tinha muito para oferecer ao Hip Hop moçambicano. Good Boy acrescenta sensibilidade à faixa, reforçando o sentimento de luto e de união entre os músicos da região centro. Mais do que uma despedida, "R.I.P Mastoni" serve para eternizar o legado de um rapper que conquistava cada vez mais espaço com músicas de intervenção social e preparava novos lançamentos antes da sua morte prematura. A mensagem é clara: enquanto a voz de Mastoni se calou, as suas ideias, a sua coragem e o impacto da sua música continuarão vivos através daqueles que partilharam a caminhada com ele. É uma homenagem simples, sentida e verdadeira, que mostra como o Hip Hop também sabe unir-se nos momentos mais difíceis.
Johnny Bravoo feat. Trovoada - Banda [Hip Hop]
Ivandra Caxarel, John Trouble - Money [Hip Hop]
Professor Analfabeto ft Hyro & Da-Bloudy - Onde e que Estavas [Rap]
O Professor Analfabeto é um rapper moçambicano ligado ao coletivo 9Na Cons (Nona Constelação), um grupo de Hip Hop formado na cidade da Matola, província de Maputo. O coletivo tornou-se conhecido por produzir um rap de intervenção social, abordando temas como desigualdade, identidade, cultura urbana e justiça social, princípios que também se refletem no trabalho do Professor Analfabeto.
Dentro da cena underground, o Professor Analfabeto destaca-se pela escrita consciente, pelas metáforas e por uma abordagem que privilegia o conteúdo em detrimento de tendências comerciais. O seu nome artístico representa uma provocação ao próprio sistema de conhecimento, transmitindo a ideia de que a verdadeira sabedoria vai além dos títulos académicos. As suas letras costumam incentivar o pensamento crítico e a reflexão sobre questões sociais, culturais e espirituais, mantendo-se fiel à essência do Hip Hop.
Além da carreira a solo, integra projetos coletivos da 9Na Cons, colaborando frequentemente com outros membros do movimento. Entre as suas participações e parcerias encontram-se artistas como Mill Skills, Last Thief, Bogn'face, Ramadenny, Hyro e Da-Bloudy, nomes que fazem parte da nova geração do rap moçambicano e ajudam a fortalecer a identidade artística do coletivo.
Um dos seus trabalhos mais recentes é a EP "Prova Oral", composta por quatro faixas:
- Atravessando Fronteiras (feat. Mill Skills & Last Thief)
- Venia ao Madala (feat. Bogn'face & Ramadenny)
- Onde é que Estavas (feat. Hyro & Da-Bloudy)
- Salmo de Davi
Neste projeto, o Professor Analfabeto demonstra versatilidade ao abordar temas como respeito pelos mais velhos, identidade, espiritualidade, vivências do quotidiano e valorização da cultura Hip Hop.
Embora ainda seja um nome em crescimento no panorama nacional, o Professor Analfabeto tem vindo a consolidar o seu espaço através da autenticidade das suas composições, da consistência do seu trabalho e da forte ligação ao movimento 9Na Cons, sendo apontado como uma das vozes promissoras do rap moçambicano contemporâneo.
Professor Analfabeto ft Mill Skilils, Last Thief - Atravessando Fronteiras [Rap]
O Professor Analfabeto, membro do coletivo 9Na Kons, é um dos nomes que têm mantido viva a essência do rap underground moçambicano, apostando em letras conscientes e numa escrita que privilegia a mensagem acima das tendências comerciais. Na EP "Prova Oral", a faixa "Atravessando Fronteiras", com as participações de Mill Skills e Last Thief, resume bem essa identidade. Em vez de falar apenas de fronteiras geográficas, os três rappers usam a música para refletir sobre os limites que impedem o crescimento do Hip Hop independente, apontando a falta de investimento financeiro, a escassez de apoio intelectual e a pouca valorização de conteúdos com mensagem como alguns dos principais obstáculos para que muitos artistas alcancem uma dimensão maior. A faixa também transmite a ideia de que talento, por si só, nem sempre basta; é preciso estrutura, visão e um público disposto a apoiar projetos que acrescentem valor à cultura. Sobre um instrumental sóbrio e fiel à estética do rap underground, cada MC apresenta versos que reforçam a importância da união, da persistência e da autenticidade, mostrando que "atravessar fronteiras" significa também romper barreiras impostas pela indústria, conquistar novos públicos e provar que o Hip Hop consciente continua a ter espaço e relevância dentro e fora de Moçambique. Embora exista pouca informação pública detalhada sobre o Professor Analfabeto, o seu percurso ligado à 9Na Kons demonstra um compromisso consistente com a cultura Hip Hop e com a construção de uma música que privilegia conteúdo, identidade e reflexão social.
12 FUROS - Tá Cumpri Inocente [Hip Hop]
Young Double, YANKEMA, Slim Boy - Tudo o Que Eu Peço [Hip Hop]
Johnny Berry, Young K, Varox 007 - Tá Queimar [Hip Hop]
Jo Savara - Os Culpados (Prod by Bom Track) [Hip Hop]
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Rap Ziro - Barata (Prod by NovaK7) [Hip Hop] Novo som
Inspector Desusado, Vic Sacarrolas, Matsua Boy, Bantu Scribba, Jocker, Gil Puff One - WIRI WIRI [Rap]
A faixa “WIRI WIRI”, do Inspector Desusado, é um dos momentos mais marcantes do álbum CHIMOTO, lançado oficialmente em 2024, reunindo Vic Sacarrolas, Matsua Boy, Bantu Scribba, Jocker e Gil Puff One numa verdadeira celebração da cultura e da identidade moçambicana. A música ganha uma força especial por ser interpretada maioritariamente em línguas maternas faladas no centro e sul de Moçambique, mostrando que o Hip Hop também pode preservar raízes sem perder qualidade ou impacto. Essa escolha torna a faixa muito mais do que uma reunião de rappers: transforma-a num manifesto de valorização das línguas nacionais e da riqueza cultural do país. Segundo Informações divulgadas pelo próprio Inspector Desusado confirma “WIRI WIRI” como a quinta faixa do projeto CHIMOTO, um álbum marcado por colaborações e forte identidade regional.
O que mais chama a atenção é a naturalidade com que cada MC entra na música, mantendo a sua personalidade enquanto contribui para um resultado coeso. Em vez de competir por protagonismo, os artistas partilham o mesmo propósito: mostrar que o rap moçambicano também se fortalece quando fala a língua do povo. “WIRI WIRI” tem aquele espírito de rua, de comunidade e de pertença, lembrando que a cultura não vive apenas nos grandes centros urbanos ou no português, mas também nas palavras, expressões e sonoridades que fazem parte do dia a dia de milhares de moçambicanos. É uma faixa que reforça que manter viva a identidade cultural também é uma forma de resistência.
Djimetta & T-Rex - Zinco [Hip Hop]
Djimetta & Maluke Cefa - Problemas [Hip Hop]
Maduro Mc - Mãe [Hip Hop]
A nova música “Mãe” de Maduro Mc carrega uma carga emocional muito forte, porque retrata uma realidade que infelizmente é comum para muitos jovens moçambicanos. No som, Maduro Mc expõe a dor de sair da sua zona de conforto e partir para Maputo em busca de melhores condições de vida, movido pela esperança de conquistar oportunidades que pareciam distantes. Mas ao chegar à capital, ele encontra uma realidade bem mais dura do que imaginava — dificuldades, solidão, pressão e a luta diária pela sobrevivência. Isso torna a música muito humana, porque mostra o choque entre o sonho e a realidade.
O ponto mais marcante da faixa é quando, no meio dessa batalha, ele recorre à figura da mãe como seu refúgio espiritual. O pedido para que ela ore por ele não soa apenas como um gesto de carinho, mas como um grito silencioso de alguém que está a tentar manter-se firme num ambiente difícil. “Mãe” acaba por tocar porque fala de saudade, fé e resistência — lembrando que, muitas vezes, mesmo longe de casa, é a oração e o amor de uma mãe que dão força para continuar.
Rap Ziro feat. Tempo Victorino - Forever (by Manquila record) [Rap]
A nova música “Forever”, de Rap Ziro com participação de Tempo Victorino, chega com uma sonoridade envolvente ao misturar Rap, Hip Hop e Reggae de forma bastante natural. É daquelas faixas que não apostam apenas no beat ou na melodia para prender atenção, mas principalmente na sinceridade da mensagem. Rap Ziro usa as suas barras para falar de um amor verdadeiro, daquele tipo de relação que vai além da paixão momentânea — um amor construído na lealdade, parceria e no desejo genuíno de permanecer junto apesar das dificuldades.
O que dá ainda mais força à música é a forma como Tempo Victorino entra no refrão. O seu coro não soa apenas como um complemento; ele traz alma, leveza e uma vibração emocional que dá mais profundidade ao tema. Essa fusão entre a entrega lírica de Rap Ziro e a musicalidade melódica de Tempo Victorino cria um equilíbrio muito bonito entre sentimento e ritmo, enquanto o toque reggae acrescenta uma sensação de calma, esperança e conexão emocional.
No fundo, “Forever” transmite uma mensagem que muita gente procura mas poucos conseguem expressar bem: a vontade de amar de forma real e duradoura. Num tempo em que muitas relações parecem cada vez mais superficiais, a música relembra o valor do compromisso, da confiança e da permanência. Não é apenas uma love song — é quase uma declaração de intenção, um lembrete de que quando o sentimento é verdadeiro, o desejo é que seja realmente forever.















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