12 FUROS - 100 Conceito [Album]
Gasso Franco - 7A7A DIPLOMATA [Album]
Djimetta - APOCALIPTO [Album]
CowBoii - iKati Elimhlophe [Álbum]
Yola Araujo - Hitmaker [Album]
T. Rex - Um Dia Vas Perceber [Album]
O álbum “Um Dia Vais Perceber” do T. Rex mostra um T. Rex cada vez mais maduro, tanto na escrita como na forma de transformar experiências pessoais em música. Ao longo de 14 faixas, ele constrói um projeto que oscila entre confiança, ambição, vulnerabilidade e reflexão, sem perder aquela identidade melódica e emocional que já se tornou uma das suas marcas. O próprio título do álbum soa quase como uma frase dita a alguém que ainda não conseguiu enxergar certas verdades — e isso acaba por resumir bem o espírito do projeto: um artista que fala a partir de vivências, sem necessidade de provar nada a ninguém.
O que chama atenção é a variedade emocional dentro da tracklist. Faixas como “AMAZING”, “APPLE PAY” e “VAI OU RACHA” carregam mais atitude, ambição e aquela energia de quem conhece o próprio valor e não tem medo de arriscar. Já músicas como “LEMBRAR”, “CIDADE” e “AMANHÔ puxam o álbum para um lado mais introspectivo, onde T. Rex parece revisitar memórias, mudanças de mentalidade e o peso do crescimento. Essa alternância entre ego, dor e reflexão torna o álbum mais humano, porque mostra que por trás da imagem de sucesso também existe alguém a lidar com pressão, expectativas e escolhas difíceis.
As colaborações também ajudam a dar outra dimensão ao projeto, especialmente em “CHANCE”, com Goldie, MKMIKE e RafromdaCo, onde diferentes estilos se cruzam sem tirar protagonismo ao conceito central do álbum. No fim, “Um Dia Vais Perceber” soa como um trabalho de afirmação — não apenas comercial, mas artística. T. Rex entrega um álbum que conversa tanto com quem acompanha a sua trajetória desde o início quanto com quem procura música que mistura vibe moderna, emoção real e barras que carregam significado.
Kyaku Kyadaff - Mbemba [Album]
Kyaku Kyadaff é um dos nomes mais respeitados da música angolana contemporânea, conhecido por conseguir misturar Semba, Kizomba e sonoridades tradicionais com letras muito ricas em emoção, crítica social e identidade cultural. Fora da música, pouca gente sabe que Kyaku (nome real Eduardo Fernandes) também é psicólogo e professor universitário, e isso ajuda a explicar porque as suas composições quase sempre carregam profundidade humana e observação social. Desde álbuns marcantes como “Se Hungwile” (2014) e “Igual ao Prazer” (2017), ele construiu uma carreira baseada em consistência, poesia e autenticidade, tornando-se uma voz importante da cultura angolana.
Sobre o novo álbum “Mbemba”, o próprio título já carrega simbolismo: “Mbemba” significa águia, representando visão, elevação e uma nova fase artística. E sinceramente, isso sente-se no projecto. Este álbum parece menos preocupado em agradar tendências e mais focado em afirmar legado. Kyaku mergulha em temas como amor, comportamento social, identidade africana e valorização das línguas nacionais, algo que hoje tem ainda mais peso numa indústria onde muitos artistas sacrificam essência para soar globais. Em vez de seguir modas, ele escolhe reforçar raízes.
O que mais chama atenção em “Mbemba” é a maturidade. Não soa como um artista tentando provar que ainda consegue fazer hits — soa como alguém que já entendeu o próprio lugar na música. Há uma serenidade na forma como Kyaku canta, mas também firmeza. É como se ele estivesse a dizer: “não preciso correr para ser relevante, porque sei exactamente quem sou”. Isso torna o álbum muito humano. Há nostalgia, sabedoria e aquela sensação de alguém que já viu o brilho, as perdas, os aplausos e os silêncios.
“Mbemba” parece ser mais do que um álbum — soa como uma declaração de identidade. Kyaku Kyadaff continua a mostrar que boa música não precisa gritar para ser ouvida. Às vezes basta verdade, sensibilidade e coragem para permanecer fiel à própria essência. E talvez seja isso que faz este projecto bater diferente: ele não tenta impressionar à força — ele convence pela alma. 🎶🦅
Anderson Mário - Cicatrizes em Beijos [Album]
Barbara Bandeira - Lusa; ato II [Álbum]
4Thee_Za - Tsotsi [Album]
Tracklist disponível do álbum TSOTSI:
- Thek'boots
- DrumMaX_2
- Temple (Boots Movement)
- Noir (Boots Movement)
- shap shap
- Kwenzenjani (feat. Kati Elimhlophe)
- BaDuPaa (feat. LillianDj)
- Mnike (feat. Asive Mtsolo)
- Rose & Gold (feat. Nicole)
- Imoto (feat. Zambezi Shandu & Mcozet80)
- Uthando
- Sweet Love
Prince Solomon KalashniKov - Sou Tua Menina [Album]
Dj Aka-M - Kuzule Vibes [Album]
Samuel Clássico - Fantasia Ultravioleta [Álbum]
Fedinho Killer - OUTSIDE [Album]
O rapper beirense Fedinho Killer acaba de lançar o seu mais recente (e segundo ele, último) projeto: o álbum “OUTSIDE”, composto por 7 faixas, todas cantadas em inglês, no estilo Hip Hop / Trap.
Faixas do álbum:
- I Got It
- My Way
- OUTSIDE
- Why
- You
- I Don’t Love You
- I Don’t Know U
Este é um álbum pessoal e introspectivo, com forte influência do trap americano atual, mas com a alma de um artista moçambicano da Beira. O facto de ter sido todo cantado em inglês mostra a clara intenção de Fedinho Killer em mirar um público internacional e da diáspora.
O título “OUTSIDE” tem um duplo significado: pode referir-se a estar “fora” (do jogo, da zona de conforto, ou até da cena), ou à sensação de estar “do lado de fora” olhando para dentro da própria vida e das relações.
Estilo: Trap moderno com batidas pesadas, auto-tune e flows melódicos.
Sslowli VillaNova - 4AM [Álbum]
"4AM" é o álbum de estreia (ou um dos primeiros projetos completos) do artista moçambicano Sslowli VillaNova, lançado em 28 de março de 2026. Trata-se de um trabalho independente, com 8 faixas e duração aproximada de 29-30 minutos.
Sslowli VillaNova mistura elementos de Afrobeat, R&B, Soul, Kizomba e toques de música urbana moçambicana. O álbum tem uma vibe íntima e noturna (o título "4AM" sugere exatamente isso: madrugada, reflexão, sentimentos à flor da pele).
Músicas como "Sinto Tua Falta", "In Your Body" e "So Podia Ser Tu" apontam para um lado mais romântico/sensual, enquanto faixas como "Bem Vindo a Beira" trazem orgulho local e identidade de Beira (cidade de origem do artista).
- Produção caseira/caprichada (ele mesmo produz grande parte).
- Voz característica e intimista.
- Boa variedade dentro de um projeto curto.
- Forte conexão com o público moçambicano (vendas físicas via Emola e divulgação ativa nas redes).
É um álbum típico de artista independente em ascensão: honesto, feito com garra e com bastante potencial. Ainda não tem grande alcance internacional, mas vem ganhando tração local e na diáspora.




























